quinta-feira, 25 de novembro de 2010
SOU
Sou
Ninguém.
Talvez só a lua e eu
Sejamos
O que nesta hora somos,
Escombros
Contemplando-nos mutuamente.
Teresa.
Ninguém.
Talvez só a lua e eu
Sejamos
O que nesta hora somos,
Escombros
Contemplando-nos mutuamente.
Teresa.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O SORRISO
Creio aque foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nu dentro daquele sorriso
correr, navegar, morrer
naquele sorriso.
Eugénio de Andrade.
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nu dentro daquele sorriso
correr, navegar, morrer
naquele sorriso.
Eugénio de Andrade.
domingo, 14 de novembro de 2010
SE
Se não existisse poesia.
Se em nossas vidas não existisse o silêncio
para deixar voar a alma nua
através da órbita do pensamento,
seriamos como esqueletos de mariposas
gastando a vida num casulo cego.
Se não pudessemos derramar
o licor sedento da nostalgia,
no cálice de cristal do sentimento,
seriamos crianças sem peito
onde saciar a fome.
Se se calasse o suspiro
e o guardássemos em gavetas de ideias moribundas,
Melhor fora não termos nascido.
Se as palavras não vagueassem
pelas veredas do alfabeto, entre brumas
na estrada alucinada das ideias,
não encontraraiamos a cordenada perfeita
para chegar ao cume do sentimento
que nos deixa guardar em lembranças nostálgicas
a dor das horas passadas.
Se não fosse porque existem almas gêmeas,
que compartilham em comunhão
a tertúlia da vida,
seria impossível empeender a viagem,
imaginária,
num barco de papel até ao oceano infinito
onde se eternizam momentos.
Teresa
Se em nossas vidas não existisse o silêncio
para deixar voar a alma nua
através da órbita do pensamento,
seriamos como esqueletos de mariposas
gastando a vida num casulo cego.
Se não pudessemos derramar
o licor sedento da nostalgia,
no cálice de cristal do sentimento,
seriamos crianças sem peito
onde saciar a fome.
Se se calasse o suspiro
e o guardássemos em gavetas de ideias moribundas,
Melhor fora não termos nascido.
Se as palavras não vagueassem
pelas veredas do alfabeto, entre brumas
na estrada alucinada das ideias,
não encontraraiamos a cordenada perfeita
para chegar ao cume do sentimento
que nos deixa guardar em lembranças nostálgicas
a dor das horas passadas.
Se não fosse porque existem almas gêmeas,
que compartilham em comunhão
a tertúlia da vida,
seria impossível empeender a viagem,
imaginária,
num barco de papel até ao oceano infinito
onde se eternizam momentos.
Teresa
sábado, 13 de novembro de 2010
AI QUEM ME DERA
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim.
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor.
Ah, se as pessoas se tornassem boas
e cantassem loas e tivessem paz
e pelas ruas se abraçassem nuas
e duas a duas fossem ser casais.
Ai, quem me dera ao som de madrigais
ver todo o mundo para sempre afim
e a liberdade nunca ser demais
e não haver mais solidão ruim.
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
dizer que a vida vai ser assim.
E, finda a espera, ouvir na primavera
alguem chamar por mim.
Vinicius de Moraes
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim.
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor.
Ah, se as pessoas se tornassem boas
e cantassem loas e tivessem paz
e pelas ruas se abraçassem nuas
e duas a duas fossem ser casais.
Ai, quem me dera ao som de madrigais
ver todo o mundo para sempre afim
e a liberdade nunca ser demais
e não haver mais solidão ruim.
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
dizer que a vida vai ser assim.
E, finda a espera, ouvir na primavera
alguem chamar por mim.
Vinicius de Moraes
MEMÓRIA
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade (Claro Enigma)
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade (Claro Enigma)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
LINGUAGEM CORPORAL

Emotiva -O corpo chora e ri em alternancias de emoções-sente, somatiza, emociona-se
Sensual -O corpo goza. Não existe orgasmo fora do corpo.
Comunicativa-O corpo comunica: fala, grita e agita-se
Dramática -O rito é a dramatização do mito. O santo e o profano dramatizam.
Interactiva -Na era da globalização do desconstrutivismo o corpo interage, expressa-se no
conjunto.
O corpo fala e muito, coisas que não queremos dizer ou sublimamos
Teresa
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
SONHOS
Afoguei-me nas àguas onde nasceram os meus sonhos.
Embalei-os numa teia frágil, feita de intenções,
adornada com a mais doce esperança
mas bordada com fios de incertezas.
Por isso,
Não passaram de crianças
foram esfacelados pela vida
amarrotados na sua aspereza e
morreram pouco a pouco.
Amortalhei-os a todos e a mortalha que os levou,
foi a mesma com que os embalei.
Eu voltei a afogar-me, mas agora já não sonho.
Teresa.
Embalei-os numa teia frágil, feita de intenções,
adornada com a mais doce esperança
mas bordada com fios de incertezas.
Por isso,
Não passaram de crianças
foram esfacelados pela vida
amarrotados na sua aspereza e
morreram pouco a pouco.
Amortalhei-os a todos e a mortalha que os levou,
foi a mesma com que os embalei.
Eu voltei a afogar-me, mas agora já não sonho.
Teresa.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
QUEM SOU EU E O QUE SOU
Eu sou tudo...
Sou os livros que li, as viagens que fiz,
os amigos que conquistei.
Sou os momentos que tive e decerto os que irei ter.
Os amores que tenho e aqueles que vi morrer.
Sou os sonhos irrealizados e os objectivos alcançados.
O meu interior, mas tambem o meu exterior.
Sou a saudade do que fui e a fé do que serei.
Sou a dona dos meus actos sejam eles bons ou maus.
O perfeito e o imperfeito,
a igualdade e o contraste.
Faço parte da complexidade deste mundo.
Sou pois o que eu sei de mim, mas ninguem vê.
Teresa.
Sou os livros que li, as viagens que fiz,
os amigos que conquistei.
Sou os momentos que tive e decerto os que irei ter.
Os amores que tenho e aqueles que vi morrer.
Sou os sonhos irrealizados e os objectivos alcançados.
O meu interior, mas tambem o meu exterior.
Sou a saudade do que fui e a fé do que serei.
Sou a dona dos meus actos sejam eles bons ou maus.
O perfeito e o imperfeito,
a igualdade e o contraste.
Faço parte da complexidade deste mundo.
Sou pois o que eu sei de mim, mas ninguem vê.
Teresa.
domingo, 7 de novembro de 2010
DESPEDIDA
Entre mi amor y yo han de levantarse
trescientas noches como trescientas paredes
y el mar será una magia entre nosotros.
No habrá sino recuerdos.
Oh tardes merecidas por la pena
noches esperanzadas de mirarte
campos de mi camino, firmamento
que estoy viendo y perdiendo...
Definitiva como un marmól!
entristecerá tu ausencia otras tardes.
Jorge Luis Borges.
trescientas noches como trescientas paredes
y el mar será una magia entre nosotros.
No habrá sino recuerdos.
Oh tardes merecidas por la pena
noches esperanzadas de mirarte
campos de mi camino, firmamento
que estoy viendo y perdiendo...
Definitiva como un marmól!
entristecerá tu ausencia otras tardes.
Jorge Luis Borges.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
AO LONGE (ao luar)
Ao longe, ao luar,
no rio uma vela
serena a passar.
Que é que me revela?
Não sei, mas meu ser
tornou-se estranho,
e eu sonho sem vêr
os sonhos que tenho.
Que angustia me abraça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
na noite que fica.
Fernando Pessoa
no rio uma vela
serena a passar.
Que é que me revela?
Não sei, mas meu ser
tornou-se estranho,
e eu sonho sem vêr
os sonhos que tenho.
Que angustia me abraça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
na noite que fica.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
LA NOCHE (en la isla)
Toda la noche he dormido contigo
junto al mar, en la isla.
Selvage y dulce eras entre el placer y el sueño,
entre el fuego y el agua.
Tal vez muy tarde
nuestros sueños se unieron
en lo alto o en el fondo,
arriba como ramas que un mismo viento mueve,
abajo como rojas raices que se tocan.
Tal vez tu sueño
se separó del mio
y por el mar oscuro
me buscaba como antes
cuando aún no existias
cuando sin divisarte
navegué por tu lado,
y tus ojos buscaban
lo que ahora
-pan, vino, amor y cólera-
te doy a manos llenas
porque tu eres la copa
que esperaba los dones de mi vida
He dormido contigo
y al despertar tu boca
salida de tu sueño
me dio el sabor de tierra,
de agua marina, de algas
del fondo de tu vida,
y recibi tu beso
mojado por la aurora
como si me llegara
del mar que nos rodea
Pablo Neruda.
junto al mar, en la isla.
Selvage y dulce eras entre el placer y el sueño,
entre el fuego y el agua.
Tal vez muy tarde
nuestros sueños se unieron
en lo alto o en el fondo,
arriba como ramas que un mismo viento mueve,
abajo como rojas raices que se tocan.
Tal vez tu sueño
se separó del mio
y por el mar oscuro
me buscaba como antes
cuando aún no existias
cuando sin divisarte
navegué por tu lado,
y tus ojos buscaban
lo que ahora
-pan, vino, amor y cólera-
te doy a manos llenas
porque tu eres la copa
que esperaba los dones de mi vida
He dormido contigo
y al despertar tu boca
salida de tu sueño
me dio el sabor de tierra,
de agua marina, de algas
del fondo de tu vida,
y recibi tu beso
mojado por la aurora
como si me llegara
del mar que nos rodea
Pablo Neruda.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
QUEM SOU EU
Quem sou eu?
Pequena coisa.
Sigo singelo caminho
Não dou ao mundo grandeza,
Não peço nem me dão atenção,
Não mostro nem talento, nem beleza.
O que sou eu então?
Sou,
Passaro sem canto,
só mais um na natureza.
Fonte que mata a sede, no entanto
Da sua agua, ninguem fala da pureza.
Sou,
Praia,sou campo, sou vida.
Sou,
estranha coisa perdida
num mundo de faz de conta,
onde o que conta,
são adulações, prazeres,
bons nomes e maus amores
aparências e favores.
Teresa
Pequena coisa.
Sigo singelo caminho
Não dou ao mundo grandeza,
Não peço nem me dão atenção,
Não mostro nem talento, nem beleza.
O que sou eu então?
Sou,
Passaro sem canto,
só mais um na natureza.
Fonte que mata a sede, no entanto
Da sua agua, ninguem fala da pureza.
Sou,
Praia,sou campo, sou vida.
Sou,
estranha coisa perdida
num mundo de faz de conta,
onde o que conta,
são adulações, prazeres,
bons nomes e maus amores
aparências e favores.
Teresa
CAMINANTE NO HAY CAMINO
Caminante,son tus huellas
el camino, y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sinon estelas en la mar
António Machado
el camino, y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino,
sinon estelas en la mar
António Machado
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
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