Transformas revestes, e nenhuma
me satisfaz!
Vens ás vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito.
desesperado
que apenas ouve o eco...
Peco
por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
cheio de um vinho herético e sagrado.
Miguel Torga (Penas do Purgatório)
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
PERFIL
Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
fica varejado.
Já nascido em pecado,
todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
à minha condição,
que quando por excepção
os não pratico
é que me mortifico.
Alma perdida
antes de se perder,
sou uma fome incontida
de viver.
E o que redime a vida
é ela não caber
em nenhuma medida.
Miguel Torga.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
fica varejado.
Já nascido em pecado,
todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
à minha condição,
que quando por excepção
os não pratico
é que me mortifico.
Alma perdida
antes de se perder,
sou uma fome incontida
de viver.
E o que redime a vida
é ela não caber
em nenhuma medida.
Miguel Torga.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
PUDERA
Pudera eu deixar escorrer no rosto
a lágrima que já não consigo chorar,
e molhar a terra estéril
onde narcisos voltassem a florir.
Sentir na alma o aconchego do sol posto,
Deixar que o brilho da lua ilunine
o caminho que já não consigo enxergar.
Pudera eu sentir-mr nuvem.
Flutuar pela imensidão, no eter,
até ao sonho!
Pudera eu sentir o amor,
sentir a paz, voar.
Pudera, Pudera...
Teresa
a lágrima que já não consigo chorar,
e molhar a terra estéril
onde narcisos voltassem a florir.
Sentir na alma o aconchego do sol posto,
Deixar que o brilho da lua ilunine
o caminho que já não consigo enxergar.
Pudera eu sentir-mr nuvem.
Flutuar pela imensidão, no eter,
até ao sonho!
Pudera eu sentir o amor,
sentir a paz, voar.
Pudera, Pudera...
Teresa
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
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