domingo, 19 de dezembro de 2010

Nunca me arrependi daquilo que fiz.
Mas arrependo-me muito daquilo
que não fiz, por medo, por orgulho
ou por falta de coragem....

Teresa Jorge

WE WILL MEET AGAIN...

sábado, 18 de dezembro de 2010

MIS LIBROS

Mis libros(que no saben que yo existo)
son tan parte de mi como este rostro
de sienes grises y de grises ojos
que vanamente busco en los cristales
y que recorro con la mana côncava.

No sin lógica amargura
pienso que las palabras esenciales
que me expresan están en esas hojas
que no saben quién soy, no en las que he escrito.

Mejor asi. Las voces de los muertos
me dirán para siempre


J.L.BORGES

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

FALL...

EL REMORDIMIENTO

He cometido el peor dos los pecados
que un hombre puede cometer. No he sido feliz.
Que los glaciares del olvido
me arrastrem y me pierdan, despiadados.
Mis padres me engendraron para el juego
arriesgado y hermoso de la vida,
para la tierra, el agua, el aire, el fuego.
Los defraudé. No fui feliz. Cumplida
no fue su joven voluntad. Mi mente
se aplicó a las simétricas porfías
del arte, que entreteje naderías.
Me legaron valor. No fui valiente.
No me abandona. Siempre está a mi lado
la sombra de haber sido un desdichado.


J.Luis Borges.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NÃO SEI QUEM SOU,QUE ALMA TENHO

Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe
(se é esse outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpétuamente me ponta
traições de alma a um caracter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me multiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma
e está em todas.
Como a panteísta se sente arvore (?) e até flor,
eu sinto-me varios seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus, sintetizados num eu postiço.

Fernando Pessoa.