Lorsque au soleil couchant les rivières sont roses
Et qu'un tiede frisson court sur les champs de blé,
Un conseil d'être heureux semble sortir des choses
et monter vers le coeur troublé.
Un conseil de goûter le charme d'être au monde
Cependant qu'on est jeune et que le soir est beau,
Car nous nous en allons, comme s'en va cette onde:
Elle à la mer, nous au tombeau
Paul Bourget.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O POÇO
Aqui eu te amo.
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as aguas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-me.
Descinge-se a nevoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
Às vezes uma vela, altas altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco
Só.
Às vezes amanheço e minha alma está humida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
Às vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velhas âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta...
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepusculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores .
E como eu te amo, os pinheiros no vento
Querem cantar o teu nome, com as suas folhas de cobre.
Neruda.
Nos escuros pinheiros se desenlaça o vento.
Fosforece a lua sobre as aguas errantes.
Andam dias iguais a perseguir-me.
Descinge-se a nevoa em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.
Às vezes uma vela, altas altas, estrelas.
Ou a cruz negra de um barco
Só.
Às vezes amanheço e minha alma está humida.
Soa, ressoa o mar distante.
Isto é um porto.
Aqui eu te amo.
Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
Às vezes vão meus beijos nesses barcos solenes,
que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
Já me creio esquecido como estas velhas âncoras.
São mais tristes os portos ao atracar da tarde.
Cansa-se minha vida inutilmente faminta...
Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante.
Meu tédio mede forças com os lentos crepusculos.
Mas a noite enche e começa a cantar-me.
A lua faz girar sua arruela de sonho.
Olham-me com teus olhos as estrelas maiores .
E como eu te amo, os pinheiros no vento
Querem cantar o teu nome, com as suas folhas de cobre.
Neruda.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
LOUCURA
Este é o tempo
que não passa!!!
(Ou passa depressa demais ?)
Uma coisa sei;
Ontem fui branca, hoje sou preta.
(Ou serei de todas as cores?)
Sinto-me Outubro, Novembro ou Dezembro,
mas o que sou mesmo é todo o ano esperando Janeiro!
Não tenho já mais unhas para roer
Nem mais cigarros para fumar,
mas e daí? Qual é o mal?
Tenho a certeza que a espera é pouca,
mais um passinho e ficarei louca!!!!
Teresa.
que não passa!!!
(Ou passa depressa demais ?)
Uma coisa sei;
Ontem fui branca, hoje sou preta.
(Ou serei de todas as cores?)
Sinto-me Outubro, Novembro ou Dezembro,
mas o que sou mesmo é todo o ano esperando Janeiro!
Não tenho já mais unhas para roer
Nem mais cigarros para fumar,
mas e daí? Qual é o mal?
Tenho a certeza que a espera é pouca,
mais um passinho e ficarei louca!!!!
Teresa.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
ESPERANDO
Recuei no tempo e contei-o...
Guardei meus dias e noites
Num campo regado com saudades
e dormi nas suas sombras.
Mais tarde subi às arvores entardecidas de esperas,
Semei versos silvestre num vaso
e no quintal plantei um pé de palavras.
Cansada sentei-me à porta
e desenhei o nome do Universo.
Abrilhantei a lua, sacudi as estrelas
arrumei todo o céu à minha volta.
Por fim debrucei meu coração à janela,
durante tanto tempo que acabou marcado
pela dor da espera!
teresa
Guardei meus dias e noites
Num campo regado com saudades
e dormi nas suas sombras.
Mais tarde subi às arvores entardecidas de esperas,
Semei versos silvestre num vaso
e no quintal plantei um pé de palavras.
Cansada sentei-me à porta
e desenhei o nome do Universo.
Abrilhantei a lua, sacudi as estrelas
arrumei todo o céu à minha volta.
Por fim debrucei meu coração à janela,
durante tanto tempo que acabou marcado
pela dor da espera!
teresa
sábado, 10 de abril de 2010
DESPEDIDA
Entre mi amor y yo han de levantarse
Trescientas noches como trescientas paredes
y el mar será una magia entre nosotros.
No habrá sino recuerdos
Oh tardes merecidas por la pena,
noches esperanzadas de mirarte,
campos de mi camino, firmamento
que estoy viendo y perdiendo...
Definitiva como un mármol
entristecerá tu ausencia otras tardes
Jorge Luis Borges -1923
Trescientas noches como trescientas paredes
y el mar será una magia entre nosotros.
No habrá sino recuerdos
Oh tardes merecidas por la pena,
noches esperanzadas de mirarte,
campos de mi camino, firmamento
que estoy viendo y perdiendo...
Definitiva como un mármol
entristecerá tu ausencia otras tardes
Jorge Luis Borges -1923
sexta-feira, 9 de abril de 2010
SILÊNCIOS
No começo da musica
cresce a nota!
Vibra exalta atormenta,
morre e pouco a pouco emudece...
Ouve-se ao fundo o silêncio,
agudo como espada...
Até que a musica recomeça,
volta e cresce e nos suspende...
Enquanto sobe
vão caindo recordações e esperanças vãs.
Gritamos, mas na garganta
o grito morre,
porque caímos no silêncio
Emudecemos.....
teresa.
cresce a nota!
Vibra exalta atormenta,
morre e pouco a pouco emudece...
Ouve-se ao fundo o silêncio,
agudo como espada...
Até que a musica recomeça,
volta e cresce e nos suspende...
Enquanto sobe
vão caindo recordações e esperanças vãs.
Gritamos, mas na garganta
o grito morre,
porque caímos no silêncio
Emudecemos.....
teresa.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
ESTE INFINITO AMOR
Este infinito amor que um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que contudo,
eu já não cria que existisse mais.
Este amor que surgiu insuspeitado
e que dentro do drama fez-se em paz
este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.
Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
a delizar macio pelo ermo
E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo...
Vinícios de Moraes
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que contudo,
eu já não cria que existisse mais.
Este amor que surgiu insuspeitado
e que dentro do drama fez-se em paz
este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.
Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
a delizar macio pelo ermo
E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo...
Vinícios de Moraes
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