Today is not a day to talk about love...
Better, it is a day to speack about a love that never made me crawl or suffer.
A love that I didn't need to beg.
Borned with me, borned with you in our mother's womb, grew with us and never feltered throughout these 61 years of your life, (that you will do, if God still permits). How I love you? As I love life. Your place in my heart is so deep and special that you shall be there always saved until the end of my life.
God help you my dear brother and gave you peace in you illness,
terça-feira, 16 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O Rosário
Amor, as horas que passei contigo
são contas enfiadas uma a uma,
e uma a uma as passo nos meus dedos
como um rosário.
Cada hora é uma conta, cada conta
oração que as saudades dulcifica;
mas se o rosário rezo, lá no fim
surge uma cruz!
Ó lembrança que fere e nos consola,
àrido ganho, amara perda... Os lábios
em cada conta eu ponho, e hei-de beijar
a cruz também
Florence Barclay
sábado, 16 de agosto de 2014
Nocturnamente
Noturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces
(Mia Couto)
sábado, 26 de julho de 2014
Les Limites du Malheur
Mês yeux soudain horriblement
Ne voient pas plus loin que moi
Je fais des gestes dans le vide
Je suis comme un aveugle-né
De son unique nuit témoin
La vie soudain horriblement
N'est plus à la mesure du temps
Mon désert contredit l'espace
Désert pourri désert livide
De ma morte que j'envie
J'ai dans mon corps vivant les ruines de l'amour
Ma morte dans sa robe au col taché de sang.
Paul Éluard (Le Temps Déborde)
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Saudade
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura.
Doi-me a lembrança
do vestido
caindo aos nossos pés.
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
Eu
que longe de ti sou fraca
Eu
que já fui àgua, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz
Tráz
de novo, o meu amor,
a transparência da àgua
dá ocupação `minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono.
(Mia Couto)
quarta-feira, 2 de julho de 2014
sábado, 14 de setembro de 2013
Soneto de Um Amor Maior
T.J.
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração. e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo
Vinicios de Morais
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