quarta-feira, 10 de março de 2010

DON'T KNOW WHY I DIDN'T COME

I waited until I saw the sun
I don´t know why I didn't come
I left you by the house of fun
I don't know why I didn't come

When I saw the break of day
I wished that I could fly away
Instead of kneeling in the sand
Catching tear drops in my hand

My heart is drenched in Wine
You'll be on my mind
Forever

Out across the endless sea
I would die in ecstasy
But I'll be a bag of bones
Driving down the road alone

My heart is drenched in Wine
You'll be on my mind
Forever

Something has to make you run
I don't know Why didn't come
I feel as empty as a drum
I don't know Why I didn't come

domingo, 28 de fevereiro de 2010

ABANDONO

Ergo muralhas
Construo barreiras
Escavo vazios.

Reprimo gestos, intenções, palavras;

Amontouo tudo e enterro bem fundo o que sinto.

Feito isto...só resta abandono!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Solidão
è o único abraço que me aperta
A única carícia que me afaga.

Percorro o caminho do meu tempo,
do meu espaço - SÓ.

Não há ecos
Não há presença
Não há troca...

A luz vai-se apagando e chega a noite.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

SEGREDO

Serei eu a sombra, que olhas no chão?
Serás a promessa, que trago na mão?
Para que me serve o disfarce ou o meu secreto olhar?

Não há ninguem a quem me revelar.

Serei o silêncio, ou o sonho desfeito?
Serei eu o grito, que arrancas do peito?
De que vale ter a lua ou o céu inteiros para voar?

Não há ninguem a quem me possa dar!

Fixei o meu olhar no teu,
mas ficas-te longe daqui.
Estás tão longe daqui!
Tão longe de nós.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ABANDONO

Perco-me
no abandono das minhas noites.
Perco-te
na incerteza dos meus dias.
Perco-me
na escuridão do silencio.
Em perfeita agonia da solidão

Peço,
que a terra humida me cubra
neste poema de
ABANDONO...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

LES TOURS DU SILENCE

Ils battent les pierres
Ils voudraient avoir une ombre
Ils voudraient avoir un corps
Ils ne sont ni jour ni nuit
Ils sont aux mains de l'espace

Encore une chute de clarté
Et les pierres seront soleil.



Les mains libres PAUL ÉLUARD

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Après un rêve

Dans un sommeil que charmait ton image
Je rêvais le bonheur, ardent mirage!
Tes yeux étaient plus doux, ta voix pure et sonore,
Tu rayonnais comme un ciel, éclairé par l'aurore

Tu m'appelais et je quittais la terre
Pour m'enfuir avec toi, vers la lumière
Les cieux pour nous, entr'ouvraient les nues,
splendeurs inconnues, lueurs divines entrevues.

Hélas! Hélas, triste réveil des songes,
Je t'appelle, ô nuit! Rends-moi tes mensonges
Reviens, reviens radieuse.
Reviens, ô nuit, mystérieuse!

-Fauré.